23 de maio de 2009

"No regrets, no regrets, no regrets, no regrets" !


- Corre-me um mantra pela cabeça, aqui e ali, agora e depois, numa repetição quase contínua, como que para me convencer da sua verdade: "No regrets, no regrets, no regrets, no regrets".E eu já estou mais que convencido, aliás, estou certo e seguro dessa verdade que é a de não ter arrependimentos. Se o arrependimento matasse, eu sobreviver-lhe-ia, e depois de tudo, é com orgulho que o afirmo.Continuo a sentir que não cometi erros - se eles existiram, não foram meus. E mesmo esta última "acusação"... não nego que talvez eu seja demasiado crítico, demasiado bruto, demasiado duro, demasiado exigente nos textos que escrevo, mas todas as palavras que redijo são verdadeiras e sentidas, ainda que algumas só o sejam no próprio momento da escrita, quando me deixo tomar pela mágoa, pela dor e por vezes pela raiva e escrevo o que talvez não devesse.Mas a escrita sempre foi o meu refúgio, a única maneira de gritar o que muitas vezes calo, o único modo de exprimir os sentimentos que muitas vezes guardei, por medo, insegurança ou qualquer outro motivo.E lamento se com o que escrevo magoo, desiludo ou enraiveço alguém, mas o que tem de ser, tem muita força, e eu vou continuar a escrever o que sinto e penso, doa a quem doer, traga as consequências que trouxer. Não acho que esteja a ser injusto e não me vou enganar mais a mim mesmo.Mais uma vez: "No regrets, no regrets, no regrets, no regrets" !